Headphones are a seamless pattern on a yellow background. Creative packaging design in the concept Clubhouse audio social media. Minimalism

Clubhouse: Uma rede poderosa em conexões e conteúdo colaborativo

Aqui não tem foto, vídeo ou edição de conteúdo e seu único texto é da sua Bio, que é muito mais do que um texto vendedor. É sobre se posicionar e dar voz a quem você é, ao vivo, e sobre o poder de influenciar outras pessoas. 

Se você está por dentro das tendências do mundo digital com certeza já escutou falar e participar dessa nova rede social.

Entenda o Clubhouse 

O Clubhouse é uma rede social de conversas por áudio e ao vivo, uma espécie de podcast, onde você escolhe as salas e assuntos que deseja participar. Essa interação virtual pode ser apenas como ouvinte ou como participante ativo, onde você coloca suas opiniões e interage com o assunto e participantes. Você pode criar uma sala ou participar de salas já existentes, e sempre existem moderadores que são importantes para o assunto se manter ativo.

A rede social foi lançada em abril de 2020 nos Estados Unidos mas se popularizou depois que Elon Musk utilizou a plataforma no início deste ano, momento no qual o app passou a ter picos de download. A rede está avaliada em US$ 1 bilhão e em fevereiro deste ano tomou força aqui no Brasil. Aliás, um ponto importante: se seduziu Elon Musk vale no mínimo dar uma espiada.

Para participar do Clubhouse você precisa de um convite de alguém que já esteja dentro da rede e estes são limitados. Ainda hoje a rede está somente disponível para usuários do sistema IOS, mas acredito que em breve teremos em outros sistemas e também sem a necessidade de convites. 

O Grande “boom” e o Medo de ficar fora

A rede chega marcada pela exclusividade, convites restritos e acessos IOS. Uma estratégia de Marketing de Escassez já realizada por outras redes no passado, como Orkut e Facebook. 

No Brasil o “boom” veio em fevereiro deste ano, onde empreendedores e influencers começaram a divulgar suas páginas no Clubhouse e o assunto se espalhou rapidamente. Em poucos dias (ou até horas), todos queriam fazer parte. É o FOMO (Fear Of Missing Out / Medo de ficar de fora) tomando força.

A rede utiliza gatilhos – Marketing de Escassez – para que todos queiram estar na plataforma, mas ao mesmo tempo nem todos podem devido a restrição imposta. Temos até casos de pessoas que vendem os convites, aproveitando esse desespero de algumas pessoas.

E mesmo quando você está dentro da rede, o FOMO ainda está presente. Os conteúdos são ao vivo e não ficam gravados, e dessa forma você acaba consumindo e marcando presença na rede por horas. O que facilita é que o aplicativo funciona em segundo plano e você consegue navegar em outro app ou site e continuar consumindo o áudio do Clubhouse.

Quem sabe faz ao vivo

É a sua voz. Se você é um criador de conteúdo, um porta voz ou influencer em outra rede e não consegue se posicionar frente a um diálogo ou discussão do seu nicho, é melhor repensar se seus pilares estão realmente fortalecidos. A rede é um grande trampolim de networking e se você estiver bem posicionado poderá realizar boas conexões e negócios.

Aproveite as oportunidades que a rede oferece, crie salas com assuntos específicos e convide pessoas para serem os mediadores, porta-vozes junto com você. Se ainda estiver inseguro, estude algumas salas e se prepare. No Clubhouse é importante você se destacar e você só conseguirá isso com um conteúdo relevante e com uma conversa que conecte.

Estratégias, Marcas e Futuro

A rede ainda está no início mas muitas marcas já estão de olho e fazendo seus primeiros testes, mas isso será desenhado com o tempo e depende muito do comportamento de consumo dos usuários. Acredito que em breve teremos formas de monetização (como em qualquer outra rede) e uma estratégia mais clara para as marcas. A Audi e Nescau, por exemplo, foram as primeiras a fazer uma ação no Clubhouse. Ambas promoveram suas salas de debates e convidaram especialistas para serem porta-vozes, junto com os profissionais das empresas. A ideia é a conexão com o consumidor, aproximar e humanizar a marca, marcar presença e colher insights e dados importantes.

Vejo uma grande proximidade da rede com o Twitter, pois aborda com facilidade assuntos quentes do momento. O diferencial é que esse conteúdo pode ser discutido ao vivo com diferentes pontos de vista, mas um ponto negativo é que ele não pode ser ouvido em outro momento.

Em um futuro breve acredito que teremos marcas patrocinando salas e porta-vozes sendo remunerados para participar de determinados conteúdos, sendo embaixadores de algumas marcas.

Outra possibilidade que vejo é para o mercado de eventos. Com a pandemia muitos eventos tiveram que se reinventar e ter seus formatos online, e como evento é puro conteúdo acredito em um formato que se encaixe também no Clubhouse.

Em 1 mês, a rede flopou?

Tivemos um período de muita curiosidade intensificada pelo FOMO. Pessoas querendo entrar e consumir todos os conteúdos possíveis, esses que foram intensos nas primeiras semanas. Quem se posicionou e se destacou com porta voz permanece no Clubhouse, e com estratégias mais definidas. Quem se manteve somente como ouvinte deu uma trégua no acesso. 

Ou seja, a rede continua firme e forte e gerando negócios para quem sabe utilizar, assim como as outras mídias. O que tivemos foi um acesso intensificado pela novidade, e é normal esse funil acontecer ao longo do tempo, até para reforçar o perfil de usuário da rede e futuras estratégias.

Curiosidade e Dicas de Ouro

Uma coisa interessante é que o ícone do app é uma pessoa, diferente das outras redes que tem a logomarca em destaque. Fato é que a rede é feita por usuários e a humanização é evidente. Seria também uma estratégia para se diferenciar entre os demais apps no celular?  

Acredito que o Clubhouse veio com muita força por ser uma novidade e também por estimular diálogos. Ainda mais em momentos como esse de pandemia, onde não podemos ter contato físico com outras pessoas,  mas por outro lado, temos essa troca e diálogo que supre e nos conecta com muitas outras. Conexões com pessoas que a gente jamais pensaria em conversar, como um grande ídolo, ou alguém que você admira.

Alguns pontos importante quando surge uma nova rede:

  1. Garanta seu @ (arroba), um username limpo faz muita diferença em qualquer rede social;
  2. Teste! Esteja presente, absorva o máximo de informações que puder e seja pioneiro pois a chance de crescer em uma nova rede é grande;
  3. Apareça! Aqui talvez seja um dos pontos mais importantes de crescimento de qualquer rede. Se você não é visto, não é lembrado. Seja estratégico e tenha seus pilares bem definidos ;
  4. Sempre: Estude, pesquise, monte sua rede dentro da rede e fortaleça outras pessoas. 

Nossa conversa continua, nos encontramos por aí nas redes 😉

Maria Carvalhal – Managing Director no Digitalks

Paulista mas com o coração mineiro, Maria é apaixonada por estratégias e pessoas e aficionada por construir relacionamentos mais duradouros e humanos entre pessoas e marcas. Há mais de 13 anos atua em marketing, eventos e parcerias de negócios. Acredita que entender os anseios de consumidores e associá-los às oportunidades de mercados é a chave para estratégias de sucesso. Atualmente é Managing Director no Digitalks, empresa com foco no desenvolvimento do mercado digital e geração de negócios e Embaixadora do Mulheres no E-commerce.LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/mariacarvalhal/

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